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›› Doação de Órgãos



A LEI

“Portanto, tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles, porque esta é a LEI e os Profetas”. (Jesus).

O LIVRE ARBÍTRIO

“Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por DEUS, que vos ameis uns aos outros”. (Paulo – I Tessalonicenses, 4:9).

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No século XIX, Allan Kardec firmou as bases do Movimento Espírita com um trabalho criterioso e sério. Através dos Espíritos Superiores, emissários do Cristo, forneceu-nos ele uma chave para que entendêssemos os ensinamentos de Jesus, que durante dezoito séculos não foram bem entendidos e ainda, mal interpretados segundo interesses políticos ou religiosos.

Na Codificação encontramos respostas para as mais importantes questões existenciais, porém, alguns temas não foram abordados diretamente, o que exigiu estudos posteriores.

Um dos temas que nos suscita enorme interesse atualmente e que requer estudo aprofundado é a doação de órgãos. E pelo fato de não ter sido tratado diretamente nas obras básicas da Codificação Kardequiana, não significa que não encontraremos nela subsídios para o esclarecimento do assunto.

No Espiritismo aprendemos com a Lei da Reencarnação, que no decorrer das vidas sucessivas vamos apreendendo importantes lições, que nos conduzem ao aprimoramento do nosso caráter até o dia em que a Vontade Divina se fará através de nós e nos tornaremos “unos com o Pai”, ou seja, teremos atingido a perfeição (ou seja, o perfeito entendimento das leis de Deus, cumprindo-as integralmente). Cada reencarnação, portanto, precisa de um novo corpo físico amoldado ao nosso espírito e que venha atender nossas necessidades evolutivas.

Nosso corpo físico é “nosso” porque nos é dada a tarefa de cuida-lo, mantê-lo sempre saudável e melhora-lo.

Nosso corpo é composto de uma complexa rede de nervos, músculos, ossos, vasos sanguíneos e órgãos, todos formados por células; e todos ligados a um mesmo objetivo: a manutenção da vida.

Pelo estilo de vida que levamos, pelos hábitos que adquirimos no decorrer da vida, tais como vícios em bebidas, fumos, drogas e mesmo alimentação inadequada, deterioramos nosso corpo fazendo com que ele perca suas qualidades potenciais muito antes do tempo determinado pelo planejamento Divino.

Além da Natureza nos conceder inúmeras possibilidades de refazimento, a Ciência humana também nos proporciona reconstituição e restabelecimento das funções do nosso organismo físico.

Através de medicamentos e intervenções cirúrgicas, a Ciência vem aprimorando a reparação desta nossa máquina maravilhosa, chegando à substituição de um órgão doente por outro sadio (doado por um ser ainda em vida) como no caso de transplante de rins; ou ainda utilizando os órgãos de um ser que acabou de passar pelo desencarne (morte cerebral).

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O corpo espiritual, como o próprio nome expressa, é um corpo de matéria diferente do que nossos sentidos materiais conhecem e percebem e sua função é dar possibilidade do Espírito agir na matéria, ou seja, ele é o elo de comunicação entre o Espírito e a matéria. Kardec o denominou PERISPIRITO.

Os Espíritos Superiores deixam claro na Codificação (LE) que o perispirito torna-se cada vez mais sutil, conforme o Espírito evolui, deixando para trás as marcas da imperfeição.

Assim, o que somos está impregnado em nosso perispírito. Se lesarmos um órgão por hábitos infelizes, nosso perispírito ficará marcado na área correspondente, acarretando-nos prováveis problemas nesta e noutras reencarnações.

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Como vimos anteriormente, para realizarmos nossa tarefa neste plano de existência precisamos de um corpo material com todo o seu complexo e perfeito mecanismo de funcionamento.

A Ciência Espiritual, ou seja, a Ciência Espírita, nos ensina que toda essa engrenagem só funciona enquanto houver uma energia, uma força, ou fluido vital. É esse fluido que na hora do nosso nascimento, através da primeira inspiração, dá a partida nessa engrenagem maravilhosa que é o nosso corpo físico e faz que haja a interação com o nosso Espírito. E é com a última exalação, quando esse fluido abandona (ou se esgota) o corpo físico, que acontece o desencarne ou morte física.

O que acontece com o corpo após o desencarne?

Nós, reencarnacionistas, entendemos que teremos uma nova existência, em uma época futura, em uma nova família, e o mais importante: em um novo corpo físico.

Este que utilizamos hoje, após o desencarne se desintegrará. Todos os seus componentes voltarão à Natureza de onde vieram e nós, como Espíritos, estaremos numa outra dimensão da vida, onde nosso corpo físico não se fará mais necessário.

Quanto ao Espírito, após o desencarne, nada muda com relação à personalidade; todos continuamos com os mesmos gostos, assim como  permanecemos com os conhecimentos adquiridos.

 Aqueles, portanto, que adquiriram conhecimento das leis espirituais e se esforçaram por desenvolve-las em si, podem desprender-se dos laços materiais mais facilmente. Outros, ainda muito ligados às coisas materiais podem sofrer alguns impedimentos no desligamento, porque o Espírito paira onde está sua mente.

Desse modo, nós espíritas sabemos que tudo o que é material teremos que deixar aqui na Terra no momento do desencarne; portanto devemos exercitar o desapego durante este breve período de tempo que estamos aqui encarnados porque tudo o que possuímos nada mais significa que ferramentas necessárias ao trabalho evolutivo. Lembrando sempre que desapego não significa desleixo. Devemos ser zelosos com o que temos e não apegados ao que possuímos por empréstimo de Deus para que cresçamos.

Nós espíritas conhecemos o termo doação: doamos nosso trabalho a tarefas comunitárias, aos carentes, aos enfermos; doamos dinheiro a instituições assistenciais, etc…

Doação conforme esclarece a Doutrina Espírita deve ter a caridade por sua principal bandeira, porém é necessário que fique bem claro em nossa mente que não existe posição específica nos livros da Codificação sobre o assunto doação de órgãos, mesmo porque naquela época não havia esse procedimento científico, mas nela encontramos esclarecimentos que nos auxiliam a respeito do assunto.

No processo de desencarne, ensina-nos a Doutrina Espírita que não há mais aquela ligação entre corpo espiritual e corpo físico; o fluido vital já abandonou o corpo físico, portanto não há mais relacionamento entre ambos, nada acontece com o perispírito. Além do mais, quando fazemos uma doação devemos nos desprender daquilo que doamos. O uso que o receptor fizer será de responsabilidade dele.

Com o avanço da Ciência tornam-se cada vez mais difíceis os casos de rejeição de órgãos transplantados; e quando isso acontece deve ficar bem claro que a rejeição é física e não espiritual.

Sabemos que o corpo físico age de acordo com o comando do Espírito enquanto ele está encarnado, porque após a morte o Espírito volta ao plano espiritual e o corpo físico se desintegra.

Portanto, o sentimento, as qualidades ou defeitos morais do antigo ser não acompanham o órgão no novo corpo físico. A mudança de comportamento que acompanha muitas vezes aqueles que recebem um órgão doado deve-se à sua nova perspectiva de vida. Sentem-se muito próximos do desencarne e quando o transplante acontece se revigoram como se tivessem uma nova oportunidade ainda nesta reencarnação.

Isso faz com que mudem muitos dos antigos hábitos e valorizem a vida tornando-se novas pessoas.

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A construção deste texto teve por objetivo colaborar com o grupo de estudos da Doutrina

Espírita na Sociedade Espírita J.Herculano Pires de Itupeva.

Esta breve contribuição sobre a doação de órgãos aborda apenas um aspecto do assunto. Há outros aspectos que podem ser observados, mas que estenderia muito este trabalho.

Sugiro para aqueles que queiram aprofundar um pouco mais dois livros:

– DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TRANSPLANTES – WLADEMIR LISSO – FEESP.

– A DOAÇÃO DE  ÓRGÃOS – Por Uma Visão Espírita.

                                              Humberto C. Pazian –

                                              Letras & Textos Editora.

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